Bendita água que abastece nosso organismo

Nossas células precisam desse precioso líquido para realizar funções vitais – disso todos sabemos. Mas fica mais fácil entender por que não dá para viver sem ele acompanhando sua viagem dentro do corpo, desde o primeiro gole até a eliminação

Atenção, preparar… água!” Essa é a ordem do comandante cérebro depois de soar o alarme da sede.

E então você leva um copo ou uma garrafa aos lábios e deixa escoar seu conteúdo. A água inunda a boca e segue goela abaixo. Que alívio! As moléculas de H2O, como uma cascata, descem pelo esôfago e deságuam no estômago. Literalmente. Até aqui poucas delas já se infiltraram no sangue. Só vão ser absorvidas mesmo no próximo estágio dessa jornada, o intestino delgado. É por meio da mucosa que reveste esse órgão que o líquido penetra para seguir o fluxo da correnteza.

A partir daí, as moléculas de H2O pegam carona no sangue que, por sinal, tem 83% do líquido em sua com posição e podem chegar a cada célula. Dois terços da água do nosso organismo estão dentro delas. Só o restante fica no chamado compartimento extracelular, ou seja, no plasma sangüíneo e no líquido intersticial. Para chegar à pele -
composta por 70% do líquido – entra pelos capilares, vasos extremamente finos que o conduzem até o tal espaço intersticial. Dentro de instantes, graças a um processo químico denominado osmose, cada célula da derme receberá o gole necessário às suas funções. Como isso acontece?

Nosso corpo não é capaz de armazenar a água. Por isso um número incontável de moléculas de H2O ganha o organismo e depois vai embora. O excedente se une às substâncias produzidas pelo nosso metabolismo que não são aproveitadas, como a uréia e a creatinina, e desemboca novamente na corrente sangüínea.

Então uma dupla poderosa entra em ação os rins, que filtram diariamente o equivalente a 180 litros de sangue. Eles capturam o excedente de H2O e também os resíduos resultantes do trabalho das células.  Quase todo esse volume filtrado, é claro, retorna à circulação. O que é retido se transforma em matéria-prima da urina. Quanto às moléculas de água que se dirigiram para a pele, elas não podem ficar lá para sempre. O líquido está sempre sendo absorvido, mas chega uma hora em que precisa dar adeus ao corpo. Isso pode acontecer de três maneiras: pelo suor, pela evaporação, retomando a corrente sanguínea e pela urina.

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